sexta-feira, 29 de junho de 2012

Maritaca



A maritaca é característica da região onde predomina o cerrado. Pertence à família dos Psitacídeos, que abrange também araras e papagaios.
Maritaca é um termo genérico para designar uma ave que emite um ruído um tanto quanto desagradável.
O animal adulto mede 27cm. Pesa entre 230 e 250 gramas. Representante relativamente grande, de cauda curta.
Ocorre do nordeste (sul do Piauí, Pernambuco, Alagoas) e leste até o sul do Brasil, Goiás e Mato Grosso, também na Bolívia, Paraguai e Argentina.
Vive na mata alta, também em pinheirais e matas ciliares. A espécie normalmente voa em bandos, podendo chegar até a 100 indivíduos. Apresenta hábitos diurnos principalmente pela manhã.
O sexo da maritaca não é visível. Para identificá-lo é preciso um exame de sexagem, ou de DNA (por gotas de sangue ou com quatro ou cinco penas), ou ainda por laparoscopia onde se visualiza o órgão sexual que é interno.
O par freqüentemente permanece junto dentro do ninho, mesmo durante o dia.
Quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora do buraco, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som, pode ficar horas a fio na entrada do seu ninho, expondo unicamente a cabeça e permanecendo absolutamente imóvel enquanto espiona os arredores. Nidificam em troncos ocos de palmeiras e outras árvores; aproveitando-se de fendas formadas pela decomposição.
O ninho é forrado com as próprias penas da fêmea. O acasalamento costuma ser de agosto a janeiro, resultando cerca de três ovos (às vezes cinco) chocados por 23 a 25 dias, em média. Os pais alimentam os filhotes até saírem do ninho, com cerca de dois meses de idade.
Procuram seu alimento (geralmente frutos) tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos. Para subir nos ramos das plantas, utilizam o bico como um terceiro pé; usam as patas para segurar a comida, levando ao bico. Gostam mais das sementes do que da polpa das frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da imbaúba. Comem brotos, flores e folhas tenras, inclusive as do eucalipto.
Tem um modo peculiar de manter-se no ar, bate as asas levantando-as mais abaixo do corpo que qualquer outro psitacídeo. Dentro da mata, a curta distância, voa sem fazer o menor ruído. Emite um sinal de satisfação e tranqüilidade, no poleiro, através de um estalo produzido pela raspagem da mandíbula contra as ondulações da superfície do palato. O sinal de susto é um sacudir vigoroso de toda plumagem. Quando saem à longa distância são muito barulhentos.

Lobo Guará


CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Chrysocyon
Espécie: C. brachyurus


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
O lobo guará pode ser encontrado na América do Sul, principalmente no Brasil, no Paraguai, na Bolívia e na Argentina
Como possuem pernas compridas e ágeis, pode facilmente subir em morros e montanhas. Essa característica física favorece também os saltos no momento da caça
Alimenta-se princilamente de aves, roedores, raízes e algumas espécies de frutos
É uma espécie de hábitos solitários, não formando alcatéias como fazem outras espécies de lobos
Preferem a noite para caçar
A gestação da fêmea dura, em média, 68 dias. Ela dá cria de 4 a 6 filhotes
Doenças trasmitidas por cães domésticos, atropelamentos e derrubada de matas são os principais motivos que estão provocando a extinção destas espécie animal
No Brasil, podemos encontrar o lobo guará nas seguintes regiões: Chapada dos Veadeiros, Serra da Canastra, Parque das Emas, Serra do Cipó, Chapada dos Guimarães, Ilha Grande, Reserva Ecológica do Roncador e Serra da Bocaina
É um mamífero de comportamento tranquilo, porém pode atacar para defender-se em situações de ameça

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Espectativa de vida: em média vivem 20 anos
Comprimento: 1,20 metros aproximadamente
Cor: castanho claro avermelhado com manchas marrom nas pernas, caldas e pescoço
Peso: de 20 a 25 kilos aproximadamente
Altura: 70 cm aproximadamente.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tamanduá - bandeira


Maior representante da família Myrmecophagidae, podendo atingir até 2,1m de comprimento e 45kg de peso. Não possui dentes, e sua língua pode atingir até 61cm de comprimento, mas apenas com 13mm de largura. Produz uma saliva viscosa em que formigas e cupins são retidas. Possuem três dedos nas patas anteriores e cinco nas patas posteriores. Geralmente são cinzas, com membros brancos, com uma banda diagonal preta e branca na altura dos ombros. Os tamanduás tendem a andar sobre os nós dos dedos, devido ao longo comprimento de suas garras .
Hábitat

Habita uma grande variedades de ambientes, desde florestas tropicais chuvosas até ambientes savânicos e campos abertos, sendo mais comuns nestes últimos
Foi registrada sua presença desde Honduras na América Central, até o Chaco boliviano,Paraguai, Argentina e por todo o Brasil. Entretanto é considerado extinto em algumas regiões da América Central, do Uruguai e sul do Brasil.
Alimentação

O tamanduá-bandeira é um dos mais especializados predadores que existem, se alimentando quase que exclusivamente de formigas e cupins. Entretanto, existe também uma preferência entre as espécies de formigas e cupins que são predadas pelo tamanduá levando-se em consideração o valor nutricional, disponibilidade e a resposta de suas presas ao ataque. E embora exista uma preferência de espécies tanto em cativeiro como em liberdade, essas preferências podem diferir nas duas situações.
Comportamento e Ecologia

São geralmente solitários, noturnos em ambientes mais perturbados pelo homem, podendo ocupar áreas de até 11,9km² (como mostrado em estudos feitos com animais monitorados no Pantanal) mas geralmente, seus territórios são menores do que isso A área de vida de vários tamanduás podem se sobrepor, aumentando a densidade por km. As fêmeas são mais tolerantes ao encontro com co-específicos do mesmo sexo, visto que existe uma maior sobreposição de territórios entre fêmeas e os machos se colocam em encontros agonísticos mais frequentemente que as fêmeas.
O tamanduá-bandeira é encontrado em uma ampla variedade de ambientes, entretanto, dados de animais do Pantanal mostram que eles costumam forragear em campos na bordas de lagoas e pastagens, sendo que muito pouco dessa atividade é realizada dentro de florestas e ambientes mais fechados.

Araras


As araras são encontradas desde o Sul da América do Norte (México) até América do Sul. São 16 espécies de araras, distribuídas entre seis gêneros. Aqui, novamente o Brasil é campeão, por ter representantes de todos os gêneros e o maior número de espécies, num total de 13 espécies de araras. As “araras azuis” atuais são quase exclusividade brasileira, pois duas espécies A. leari e Cyanopsitta spixii são endêmicas (só são encontradas) no Brasil. A arara azul A. hyacinthinus tem a maior população no Brasil, sendo que foi praticamente extinta no Paraguai e Bolívia, mas já sendo encontrada neste último.

Do gênero Ara, o Brasil possui quatro representantes que são as duas araras-vermelhas, (A. chloropterus eA. macao), a arara-canindé (A. araraúna) e a maracanã-guaçu (A. severus). São encontradas mais quatro espécies consideradas grandes araras e que pertencem a esse gênero: Ara ambígua (Buffon`s Macaw) que ocorre na América Central em Honduras, Nicaragua, Costa Rica e Panamá com uma sub-espécieguayaquilensis que ocorre na Colômbia e Equador; Ara militaris (Military Macaw) que ocorre desde o México até norte da Bolívia, com três sub-espécies: militarisbolivianamexicanaAra glaucogularis (Blue-throated Macaw) e Ara rubrogenys (Red-fronted-Macaw) que só ocorrem na Bolívia.

Completam a lista das araras brasileiras, citadas abaixo, mais cinco espécies, pertencentes a três gêneros, que são consideradas as araras pequenas.

As araras brasileiras estão distribuídas em 6 gêneros diferentes, são eles:
Anodorhynchus: com 3 espécies: A. hyacinthinus, A. leari e A. glaucus.
Cyanopsitta: 1 espécie C. spixii.
Ara: com 4 espécies: A. ararauna, A. chloropterus, A. macao e A. severus.
Orthopsittaca: com 1 espécie: O. manilata.
Primolius: com 3 espécies: P. maracanã,  P. auricollis e P. couloni.
Diopsittaca: com 1 espécie: D. nobilis.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Tatu-bola

tatu-bola (Tolypeutes), também conhecido em algumas regiões como tatuaparaaparaapar, é uma espécie de tatu encontrado no Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina. Tais espécies contam com cerca de 30 cm de comprimento, têm coloração marrom anegrada e, geralmente, três cintas móveis. São os únicos tatus capazes de se enrolar completamente dentro da carapaça, formando uma bola.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Beija-flor


O beija-flor, também conhecido como colibri, cuitelo, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel,binga, guanambi, guinumbi, guainumbi e guanumbi, é uma ave da ordemApodiformes, que inclui apenas a família Trochilidae e seus 108 gêneros. Existem 322espécies conhecidas. No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como os rabos-brancos do gênero Phaethornis ou os bicos-retos do gênero Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae integrava a ordem Apodiformes, juntamente com osandorinhões. Entre as características distintivas do grupo, contam-se o bico alongado, a alimentação à base de néctar, oito pares de costelas, catorze a quinze vértebras cervicais, plumagem iridescente e uma língua extensível e bifurcada.
O grupo é originário das Américas e ocorre desde o Alasca à Terra do Fogo. A maioria das espécies é tropical e subtropical e vive entre as latitudes 10ºN e 25ºS. A maiorbiodiversidade do grupo encontra-se no Brasil e no Equador, que contam com cerca de metade das espécies conhecidas de beija-flor. Os troquilídeos estão ausentes do Velho Mundo, onde o seu nicho ecológico é preenchido pela família Nectariniidae (Passeriformes)